Criador de “47 Ronins” é considerado culpado por desvio de recursos da Netflix
Karl Rinsch, que trabalhou no projeto inacabado “White Horse” (“Cavalo Branco”), foi considerado culpado de desviar 11 milhões de dólares fornecidos pela Netflix para a produção da série. A decisão judicial encerra um dos escândalos financeiros mais comentados da indústria nos últimos anos.
O processo contra o diretor se arrastou por vários anos e se tornou um exemplo emblemático de como orçamentos inflados e ambições excessivas podem levar a consequências catastróficas. O tribunal concluiu que a conduta de Rinsch ultrapassou os limites de divergências criativas, configurando um abuso sistemático de confiança e dos recursos do investidor.
O que a Justiça apurou
O júri considerou Karl Rinsch, de 48 anos, culpado por fraude, lavagem de dinheiro e uso indevido de recursos. O prejuízo total foi de 11 milhões de dólares — parte do orçamento destinado pela Netflix à primeira temporada da série de ficção científica “White Horse”.
A leitura da sentença está marcada para 17 de abril de 2026, e o diretor pode enfrentar uma longa pena de prisão.
A linha de defesa de Karl Rinsch
Durante o julgamento, Rinsch afirmou pessoalmente que houve um “mal-entendido” entre ele e a Netflix. Segundo o diretor, as filmagens principais da primeira temporada já haviam sido concluídas, e os valores recebidos seriam um adiantamento para a pré-produção da segunda temporada.
A Netflix rejeitou completamente essa versão. A plataforma declarou que a produção da primeira temporada estava longe de ser finalizada e que uma continuação jamais foi encomendada.
Posição da acusação
Os promotores afirmaram que Rinsch ocultou deliberadamente os reais objetivos para a obtenção dos recursos e, posteriormente, os utilizou para fins pessoais.
“Acreditar na versão dele só é possível ignorando todas as provas apresentadas”, destacaram os representantes da acusação durante as alegações finais.
O projeto fracassado “White Horse”
Desde o início, o ambicioso projeto de ficção científica foi marcado por problemas de produção: estouro de orçamento, conflitos internos na equipe e falta de transparência na gestão. O resultado foi o cancelamento da série, um conflito prolongado com a Netflix e a abertura de um processo criminal contra o diretor.
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