O diretor abre mão das câmeras digitais pela primeira vez em busca da “magia” cinematográfica A parte final da saga épica “Duna”, dirigida por Denis Villeneuve, será filmada em película 65 mm — o primeiro grande projeto de sua carreira sem o uso de câmeras digitais. A informação foi confirmada pela Kodak, fornecedora oficial de película para produções de estúdio. Volta ao analógico: tendência ou desafio?Segundo a Kodak, serão usados dois formatos: 65 mm com 15 perfurações (IMAX) e 65 mm com 5 perfurações — ambos comuns em grandes produções voltadas para exibição em tela larga. Essa é uma mudança drástica em relação aos filmes anteriores — “Duna” (2021) e “Duna: Parte Dois” (2024) — que foram rodados totalmente em câmeras digitais de alta resolução. Novo diretor de fotografia, novas ideiasA decisão pode estar ligada à entrada de Linus Sandgren, ganhador do Oscar por “La La Land” e defensor da tecnologia analógica. Ele já trabalhou em “007 – Sem Tempo para Morrer”, “Jogador Nº 1” e “Trapaça” — todos filmados em película. Sandgren destaca que a película oferece textura, profundidade e calor emocional que o digital não consegue igualar: “O filme traz uma sensação de autenticidade e vida à imagem — especialmente em cenas de natureza ou closes”, disse ele à American Cinematographer. Estética ou capricho caro?Apesar das vantagens visuais, filmar em película aumenta custos e complexidade: exige equipamentos caros, revelação manual, digitalização e orçamento ampliado. Porém, como mostram exemplos de Christopher Nolan, Quentin Tarantino e Greta Gerwig, o formato 65 mm pode compensar artística e financeiramente. “Oppenheimer”, de Nolan, rodado no mesmo formato IMAX, foi um sucesso de bilheteria e premiações. Já “Barbie”, de Gerwig, usou película em algumas cenas para criar um efeito visual retrô. Quando estreia?As filmagens de “Duna 3” começaram em julho de 2025, em Budapeste. A estreia está marcada para 18 de dezembro de 2026 — exatamente dois anos após o lançamento da segunda parte. Segundo Villeneuve, o filme concluirá o arco de Paul Atreides e será baseado no livro Messias de Duna, de Frank Herbert.
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